Participação no Projeto RESET — 2019 a 2024

Sobre o Projeto: O Projeto RESET – “Reforço do Sistema de Ensino e Formação Técnico e Profissional (EFTP) para o Emprego na Guiné-Bissau”, financiado pela União Europeia e executado pela Enabel (a Agência Belga de Desenvolvimento) em colaboração com o Governo da Guin é-Bissau. Teve como missão melhorar a oferta e a qualidade da mão de obra qualificada na Guiné-Bissau. A intervenção baseou-se na adaptação da formação profissional às reais necessidades do mercado de trabalho, promovendo a inserção dos jovens no tecido econômico, especialmente nas PMEs e na criação de microempresas.

Os objetivos e Resultados Esperados do Projeto foram:

Reforçar a governança dos estabelecimentos da formação técnica e profissional (EFTP) bem como melhorar a qualidade do sistema com a participação do Setor Privado;

  • As partes interssadas no EFTP estão eficazmente organizadas e o seu papel na governança do sistema está claramen te definido graças à perícia mobilizada para formação e treino de gestores;
  • Uma política de restauração e relance do setor é definida e adotada pelos diversos interviniêntes;
  • A estrutura do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ) é definida em colaboração com o Setor Privado.

Melhorar a qualidade e petinência das formações, em particular em setores prioritários identificados e alargar o acesso as pessoas desfavorecidas;

  • As formações de qualidade e pertinentes em relação às necessidades do mercado de trabalho são apoiadas ao nível dos quatro centros piloto;
  • Os formadores e gestores dos centros são formados e apoiados em pedagógia e processos de melhoria em quatro centros piloto;
  • O acesso a formação profissional é reforçado nas regiões rurais dificeis de acesso.

Melhorar a inserção dos jovens finalistas e facilitar a criação de empresas independentes.

  • São criadas unidades de formação – emprego através da valorização de estágios profissionais;
  • São criadas unidades de incubação para fornecer aos jovens serviços de ac ompanhamento e inserção no mercado de trabalho;
  • Projetos de inserção e de incubação são apoiados através de um fundo de apoio em setores prioritários, tais como: a pesca, o turismo, a transformação agroalimentar e emprego urbano.

Setores Prioritários de Intervenção:

  • Agricultura (horticultura, apicultura, avicultura e transformação de produtos); Pesca artesanal e transformação de produtos da pesca;
  • Turismo – Restauração – Hotelaria;
  • Energia Verde;
  • Pequenas profissões urbanas e Obras Públicas (Construção civil, carpintaria, canalização e sanitária, pastelaria e padaria, decoração de eventos, serigrafia e design, artesanato, sapatearia).
As zonas geográficas de intervenção do Projeto foram em três (3) polos: 1.Pólo de desenvolvimento região de Cacheu; 2.Pólo de desenvolvimento do setor autónomo de Bissau; 3.Pólo de desenvolvimento regiões Biombo – Ilhas dos Bijagós. O projeto focou-se em dois (2) grandes resultados: 1.Melhorar a pertinência, qualidade e acessibilidade da formação profissional; 2.Promover a integração dos jovens no mercado de trabalho, especialmente em PMEs, e apoiar a criação de novas microempresas. Participação da Associação: Durante os cinco anos de execução do projeto, a associação participou em diversos momentos-chave, tais como: Oficinas de concertação local e nacional entre atores públicos e privados do setor de EFTP; •Fóruns de avaliação e encerramento de ciclos formativos; •Atividades de promoção do empreendedorismo jovem; •Sessões de partilha de boas práticas, experiências e resultados alcançados; •Grupo de trabalho rumo ao Quadro Nacional de Qualificações. A associação contribuiu ativamente para o diálogo multissetorial, incentivando a inclusão de jovens em dinâmicas econômicas locais e a articulação entre formação profissional e mercado de trabalho. Destaques da Participação: •Apoio na promoção da empregabilidade e no fortalecimento de capacidades locais; •Envolvimento em iniciativas para o desenvolvimento de microempresas e empreendedorismo jovem; •Reforço da articulação institucional com parceiros do setor de educação, formação e desenvolvimento económico. “O RESET mostrou que, quando jovens têm acesso a formação de qualidade e apoio ao empreendedorismo, tornam-se agentes ativos da transformação económica e social.”
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